Vários conceitos definem e enquadram o big data, sendo que todos concordam que este se refere a um elevado volume de informação.

Em 2013, estima-se que o volume de informação guardada, em termos mundiais, tenha sido aproximadamente 1.200 exabytes, dos quais menos de 2% correspondem a informação analógica: extremamente variada e altamente dinâmica (real-time data).

90% dos dados disponíveis a nível mundial foram criados somente nos últimos três anos. Para este crescimento contribuiu o surgimento em massa de smartphones, banda larga móvel, transações/armazenamento de dados online e redes sociais.

É consensual que o know-how e a capacidade das organizações em explorar e usar esta informação permite a elevada personalização do serviço e a obtenção de vantagem competitiva.

De acordo com um estudo da McKinsey Global Institute, uma empresa pode aumentar a sua margem operacional em 60% se usar todo o potencial do big data.

Big data refere-se a dados processados em larga escala com o intuito de extrair novas perceções e criar novas formas de valor.

Segundo Mayer-Schönberger & Cuckier (autores de Big Data: A Revolution That Will Transform How We Live, Work, and Think), o fenómeno permite auferir correlações. Isto é, interessa saber que aquilo acontece e não o porquê da ocorrência, já que o volume considerável de dados disponíveis contraria a antiga teoria económica focada nos agregados e previsões associadas (por exemplo, a probabilidade de um email ser spam ou recomendação de livros na Amazon).

A estratégia empresarial, por sua vez, pode ser definida como sendo a determinação de objetivos de longo-prazo, as ações a adotar e a alocação otimizada dos recursos para cumprimento desses objetivos.

A significativa evolução dos mercados e dos fatores socioculturais tem colocado em teste muitas das práticas estratégicas das empresas, relevando a importância da flexibilidade e facilidade de adaptação das organizações.

Daí advém a importância em integrar técnicas de big data na gestão de informação e na análise de dados.

O big data já tem elevado peso na decisão estratégica das organizações de sucesso.

Surpreendentemente, esta prática não se insere somente numa vertente de gestão de sistemas de informação. Manifesta-se em todas as outras áreas de atuação, exigindo ser compreendido transversalmente.

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