O ex-comentador político e professor universitário de direito, Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República a 24 de janeiro de 2016, à primeira volta, com 52% dos votos, e tomou posse a 9 de março, do mesmo ano.

A sua popularidade e proximidade com os cidadãos valeu-lhe o título de “Presidente dos afetos”, distinguindo-se assim do seu antecessor, Cavaco Silva, que era mais contido e formal.

Defensor da estabilidade política, o chefe de Estado tem, de uma forma geral, elogiado os resultados da governação e estado em convergência com o executivo chefiado por António Costa. Contudo, a sua atuação mudou na sequência dos incêndios de 2017.

Foi nesta altura que o Presidente exigiu “um novo ciclo” com ação urgente e também pediu uma clarificação do apoio ao Governo no parlamento, aconselhou um pedido de desculpas, sugeriu mudanças de equipas e prometeu usar todos os seus poderes para “assegurar que o Estado cumpre o dever de proteção das populações”.

O chefe de Estado classificou os fogos de junho e de outubro, que no seu conjunto mataram mais de cem pessoas, como “o ponto mais doloroso” da sua presidência e prometeu nunca mais largar o assunto, tendo decidido passar o Dia de Natal nos municípios mais atingidos.

Durante estes dois anos de mandato, Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de manter sempre o contacto com a população. Esteve sucessivamente presente nos locais de maiores incêndios, lidando de perto com as populações atingidas e passou algumas noites com os sem-abrigo.

No plano da política externa, já fez mais de 30 deslocações ao estrangeiro, a maior parte a países da Europa, para visitas oficiais ou conferências internacionais, e foi à posse do novo Presidente de Angola, João Lourenço.

Além disso, dividiu as cerimónias do 10 de Junho entre o Porto e as cidades brasileiras de São Paulo e Rio de Janeiro – repetindo um modelo inédito iniciado em 2016 de celebração do Dia de Portugal junto das comunidades portuguesas no estrangeiro – e visitou os 140 militares portugueses em missão na Lituânia.

Apesar de algumas ressalvas, os partidos parlamentares mostram-se satisfeitos com atuação do Presidente da República Portuguesa.

 

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here