Foi há quase uma década atrás que Guy Bruneau descobriu a caminhada, em linha reta, mais longa do mudo. O trajeto tem 13.518 quilómetros, e vai da África Ocidental ao mar da China Oriental.

Esta rota foi chamada de caminho do “Grande Círculo” e, à primeira vista, pode não parecer uma linha completamente reta- esta perspetiva é dada pela redondeza da Terra.

Quem decidir pôr “os pés à estada” e aventurar-se nesta caminhada terá oportunidade de cruzar nove fuso horários e 17 países diferentes: Liberia, Costa do Marfim, Burkina Faso, Gana, Níger, Chade, Líbia, Egito, Israel, Cisjordânia, Jordânia, Iraque, Irã, Turquemenistão, Uzbequistão, Tajiquistão e, finalmente, China.

Embora o percurso ofereça vistas inesquecíveis e paisagens admiráveis, é considerado perigoso por causa das falésias, das montanhas e das características climáticas a que estão sujeitos os caminhantes. Assim como o facto de alguns países, que fazem parte do trajeto, se encontrarem em conflitos.

Para o viajante holandês Bart van Eijden, conhecido por fazer as viagens mais aventureiras e perigosas, esta caminhada seria uma loucura.
“Se a trajetória fosse mudada para estabelecer pontos em cidades mais populosas ou com acesso médico e comida, talvez pudesse ser realizada”, justificou.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here