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Para a maioria das pessoas, o primeiro contacto com um assistente virtual foi em 2010, quando a Apple lançou a Siri para o Iphone. No entanto, os pioneiros desta funcionalidade foram os softwares Blackberry e Android.

As funções destes assistentes de voz começaram por ser apenas responder a algumas questões, como acionar chamadas e fazer pesquisas no Google. E se os primeiros assistentes se encontravam apenas integrados em tablets ou smartphones, hoje estão associados a colunas de som inteligentes específicas para alojarem esta ferramenta de inteligência artificial.

Com o surgimento destes denominados “smart speakers”, que pode ter em cima da sua secretária ou mesa de apoio, a realidade já é diferente. Através do assistente virtual, pode facilmente controlar as luzes da sua casa, a televisão, os eletrodomésticos e até mesmo a aplicação Spotify. Igualmente, pode usufruir da funcionalidade voz e ouvir as principais notícias do dia, os seus e-mails e os compromissos da sua agenda. Os assistentes virtuais vão ainda mais longe, permitindo que interaja com o seu automóvel.

Com a rápida expansão do digital, a tendência é que estes assistentes evoluam cada vez mais. O Alexa, desenvolvida pela Amazon, é um exemplo de assistente de voz com mais de 20 mil funções disponíveis.

Tanto o Alexa, como o assistente pessoal do Google (Google Assistant), se destacam pela polivalência das suas funções, denotando-se algumas características específicas nas quais uma plataforma se destaca da outra. Por exemplo, considera-se que o Google Assistant dispõe de uma livraria mais completa no que toca à atualização diária de notícias, mas, por outro lado, o Alexa se destaca ao detetar as suas preferências na encomenda de take-away (como por exemplo, pizza).

O Bixby (Samsung) e o Cortana (Windows 10) são outros dos atuais assistentes virtuais existentes no mercado.

 

A sua importância para as marcas

Atualmente, os profissionais de marketing enfrentam o desafio de criar conteúdos e estratégias capazes de acompanhar a crescente interação com assistentes de voz.

Com o desenvolvimento desta nova tecnologia, prevê-se que o consumidor passe a recorrer frequentemente ao assistente virtual para questionar quais as melhores escolhas para si. Esta ferramenta de inteligência artificial pode, por exemplo, vir a ser um fator de decisão na compra do automóvel ideal para a família ou na aquisição do equipamento eletrónico mais adequado.

Num futuro próximo, os assistentes virtuais serão também dotados de pró-atividade. Por exemplo, se o assistente de voz nos ouvir dizer que temos caspa, é provável que nos aconselhe um determinado champô sobre o qual encontrou boas críticas online.

Isto significa uma tarefa acrescida para as empresas, que terão de criar uma estratégia de marketing não só capaz de captar o interesse de potenciais consumidores, como também dos respetivos assistentes virtuais.

O infindável número de características destes assistentes e a forma como eles se irão propagar de forma acelerada nos mais variados dispositivos que utilizamos diariamente, torna urgente a preparação dos marketers para esta nova realidade.

 

O caso de Portugal

Quem vive em Portugal ainda não tem acesso local aos equipamentos de Smart Home atualmente mais populares: o Google Home e o Amazon Echo (que integra o assistente virtual Alexa).

Apesar de ambos “smart speakers” poderem ser adquiridos no Reino Unido, a plataforma Olx e outros sites classificados nacionais já disponibilizam estes produtos para venda pelo preço aproximado de 70 Euros.

Como estas ferramentas de inteligência artificial ainda não estão disponíveis em grande escala no mercado português, as empresas que atuam no país não mostram especial preocupação com práticas de marketing direcionadas aos assistentes virtuais.

Contudo, é fundamental que as organizações comecem a trabalhar em novos formatos, integrando a realidade virtual no seu plano de atuação.

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